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Olá, leitor.

Neste primeiro post do blog GenomaVet Ribeirão, abordaremos um tema de grande relevância: a importância da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) na testagem de bolsas de sangue utilizadas na área veterinária.

Por que este tema é fundamental?

A escolha deste assunto se justifica por dois pontos cruciais:

  1. O Esforço dos Hemocentros Veterinários: É imperativo destacar o trabalho árduo e dedicado dos hemocentros veterinários para fornecer um material de qualidade. Diferentemente dos hemocentros humanos, na medicina veterinária não há subsídios governamentais, o que significa que os custos envolvidos nesse processo são integralmente assumidos pelos serviços e pelos tutores.
  2. Detecção Precoce de Doenças Infecciosas: As doenças infecciosas testadas frequentemente se manifestam de forma silenciosa, sem sinais clínicos evidentes em suas fases iniciais. Isso pode gerar um risco significativo tanto para os animais doadores quanto para os receptores das bolsas de sangue. O diagnóstico precoce, ainda na fase subclínica, não só minimiza riscos de transmissão, mas também resulta em menores custos de tratamento futuros.

PCR: Um Padrão de Qualidade e Segurança

Hemocentros veterinários rotineiramente testam seus doadores com exames básicos como hemogramas, bioquímicos e sorológicos. Contudo, a PCR tem se consolidado como um método fundamental na certificação da qualidade dessas bolsas. Mas, qual é o momento ideal para a sua realização?

Para compreender a relevância da PCR, é essencial analisar o contexto dos doadores e receptores:

  • Doadores: Geralmente são animais de grande porte que, por sua necessidade de espaço amplo e atividades frequentes, são mais facilmente expostos a ectoparasitas como carrapatos. Esta exposição eleva a probabilidade de infecção por doenças comumente transmitidas por vetores.
  • Receptores: São animais em condições de saúde frequentemente críticas. Para eles, a exposição a uma doença infecciosa adicional pode ser um fator determinante na eficácia do tratamento e na recuperação.

Dessa forma, a PCR, por ser uma técnica de alta sensibilidade e especificidade, torna-se um aliado indispensável e um padrão de qualidade e segurança no processo de doação de sangue. Sua capacidade de detectar diretamente o material genético do patógeno (DNA ou RNA) oferece uma garantia superior em comparação com os testes sorológicos, que identificam apenas a resposta imune do animal.

Frequência da Testagem: A Cada Doação

Afinal, quando a PCR deve ser realizada?

Ao considerar o perfil dos doadores e sua constante exposição a patógenos, conclui-se que a testagem não deve ser esporádica, mas sim A CADA DOAÇÃO.

É importante ressaltar que, embora medicações antiparasitárias sejam eficazes, elas não impedem as picadas de ectoparasitas. Elas diminuem o tempo de exposição do carrapato no animal, reduzindo as chances de transmissão da doença, mas NÃO ELIMINAM COMPLETAMENTE o risco de infecções. Uma picada breve por um vetor infectado pode ser suficiente para a transmissão. Portanto, a testagem regular é a medida mais segura.

A Importância da Doação Segura

Para finalizar este post, reforçamos a importância da doação segura. Seus benefícios são mútuos:

  • Para o doador: Permite a realização de exames frequentes, possibilitando o diagnóstico e tratamento precoce de eventuais doenças.
  • Para o receptor: Garante o recebimento de bolsas de sangue de alta qualidade, livres de agentes infecciosos, o que aumenta significativamente suas chances de recuperação e bem-estar.

Acreditamos que a aplicação de tecnologias como a PCR é essencial para elevar os padrões da medicina veterinária e assegurar a saúde de nossos animais.

Atenciosamente,

Dr. Renan Amaral
Diretor Científico GenomaVet Ribeirão

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